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 Pesquisa é exposta em feira de ciência e tecnologia em Brasília

 

 

Legenda: Ministro das Comunicações, Interino, Francisco Ibiapina conhece o projeto SoundSee.Crédito: Rene de Souza.

 

                                                                                              Legenda: Ministro das Comunicações, Interino, Francisco Ibiapina conhece o

                                                                                          projeto SoundSee.Crédito: Rene de Souza.

 

 

Um dispositivo que pode ajudar na mobilidade de deficientes visuais. Esse é o projeto de pesquisa, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP em São Carlos, exposto na feira de ciência e tecnologia em Brasília que ocorreu, como parte da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), de 19 a 25 de outubro. O evento é uma realização do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e tem o objetivo de promover a popularização da ciência.

 

 O sistema foi desenvolvido pelos pesquisadores do Laboratório de Sistemas Distribuídos e Programação Concorrente (LaSDPC) do departamento de Sistemas de Computação (SSC) do ICMC, Renê de Souza e Francisco José Monaco e da pesquisadora da área de psicologia do Centro Universitário Central Paulista (UNICEP), Tarsila Miranda. O projeto teve o apoio do Centro de Competência em Software Livre (CCSL) e do Núcleo de Apoio à Pesquisa em Software Livre (NAP-SoL), sediados no ICMC.

 O projeto denominado SoundSee pode auxiliar na percepção do formato do ambiente e identificação de rotas em ambientes fechados, por meio de três etapas de desenvolvimento. A primeira, é um dispositivo eletrônico que imita a capacidade de localização dos morcegos através do som. Conforme Monaco, “o equipamento pode ser carregado pelo usuário preso em boné”, por exemplo.

 A segunda etapa é relacionada ao conjunto de algoritmos que fazem a detecção de obstáculos e geram informações sonoras para ajudar o usuário. Já a terceira etapa, “envolve a percepção psicoacústica, ou forma como o cérebro processa e interpreta informações sonoras para perceber o ambiente ao redor”, explica o pesquisador.

 A pesquisa trabalha com a interface e a colaboração entre sistemas computacionais adaptativos e a neuropsicologia, com aplicação em acessibilidade e reabilitação de deficientes visuais.

Caracterizado por ser produzido em software livre e seu desenvolvimento distribuído de modo aberto, o sistema pode ser evoluído de maneira colaborativa. “Além de reduzir os custos para os potenciais usuários, sistemas livres tornam-se também mais acessíveis para que outras pessoas possam aprender e aprimorar os trabalhos. É uma maneira mais cooperativa de gerar e disseminar conhecimento, do que por meio das restrições impostas pelo desenvolvimento proprietário”, menciona Monaco.

Semana Nacional de Ciência e Tecnologia

 

 A SNCT está em sua 12ª edição e reúne feiras de conhecimento e demais atividades de divulgação científica, como cursos, mostras e palestras, de norte a sul do país, para ser apresentado ao público em geral.

 Sob o tema “Luz, Ciência e Vida”, em comemoração ao ano Internacional da Luz, o evento teve a participação de 692 municípios com 32901 atividades realizadas e 2351 instituições cadastradas. Em Brasília, a feira de ciência e tecnologia, realizada no Parque de Exposição reuniu diferentes trabalhos produzidos pelas diversas universidades e instituições de pesquisa brasileira.

 Para Monaco, eventos de divulgação científica “ são oportunidades para mostrar ao público a pesquisa realizada na computação e mostrar como seus trabalhos podem beneficiar a sociedade”.

A próxima edição da SNCT ocorrerá em de 17 a 23 de outubro de 2016 sob o tema “Ciência alimentando o Brasil”.

 

Por Flávia Cayres da Assessoria de Comunicação do NAP-SoL

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