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Rodrigo Campiolo é doutorando em Ciência da Computação do Instituto de Matemática e Estatística (IME) da USP. Tem experiência com computação paralela e distribuída, trabalha principalmente com sistemas distribuídos, redes de computadores, segurança computacional e programação de sistemas.

NAP-SoL: Qual objetivo da sua pesquisa?

Rodrigo Campiolo: O objetivo é criar novos mecanismos para aprimorar a detecção de ameaças em sistemas computacionais e redes de computadores. Na minha pesquisa tenho investigado fontes de dados abertas, para detectar e disseminar de forma efetiva, alertas sobre novas ameaças à segurança. A ideia é utilizar técnicas computacionais para unir informações de diferentes fontes que estejam publicamente disponíveis na Internet, dessa forma, identificar as ameaças e avisar usuários, organizações e governos para que tomem medidas preventivas. Sistemas desse tipo são denominados Sistemas de Alerta Antecipado e já têm sido utilizados em muitas outras áreas, como por exemplo, no monitoramento e alerta de catástrofes naturais.

NAP-SoL: Quais problemas de segurança são comuns na internet?

Rodrigo Campiolo: A Internet é um parque de diversões para os sujeitos mal intencionados. Um dos principais motivos é a falta de conhecimento de medidas preventivas dos usuários que navegam na Web. Alguns problemas estão relacionados ao uso de senhas fáceis de serem descobertas, outros, ao elevado número de sites não confiáveis e até mensagens em redes sociais com links que podem conduzir usuários a softwares maliciosos. Além disso, hoje há uma tendência de ataques para comprometer serviços ou roubar informações sigilosas de usuários e organizações.

NAP-SoL: As redes sociais são uma porta de entrada para a falta de segurança?

Rodrigo Campiolo: Sim. Nas redes sociais as pessoas disponibilizam muitas informações pessoais que facilitam a descoberta de informações privadas e sigilosas, como por exemplo, localizações físicas, páginas visitadas e senhas pessoais. Muitas pessoas costumam estabelecer relações rapidamente nas redes sociais, facilitando atacantes. O sujeito mal intencionado usa técnicas de engenharia social para enganar as vítimas e ter acesso a seus sistemas. No entanto, as redes sociais podem ser úteis no combate ao crime cibernético, pois a propagação rápida de mensagens de segurança possibilita informar sobre ameaças mais rápido que os meios tradicionais, como e-mail e feeds.

Por: Natalí Silva

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